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:: 18/fev/2025 . 20:37

Brasil ganha mapeamento inédito sobre ecossistema de finanças climáticas

Em um momento crucial para a evolução dos compromissos climáticos mundiais e as iniciativas que os estabelecem, o Climate Finance Hub Brasil acaba de lançar o estudo “Mapping Brazil’s Ecosystem for Climate Finance 2025: Initiatives, Frameworks, and Disclosure in Brazil, um levantamento inédito que analisa a maturidade e as principais iniciativas que compõem o ecossistema de finanças sustentáveis que engajam empresas brasileiras da economia real e do setor financeiro.

O mapeamento foi realizado pela CooperaClima, uma das organizações que, junto à FBDS e ao Grupo de Finanças e Investimentos Sustentáveis (gFIS/UFRJ), compõem o CFH .

A pesquisa consolida informações de 37 iniciativas estratégicas em disclosure climático, ciência, finanças sustentáveis, representação setorial, plataformas de conhecimento e bases de dados abertas, auxiliando os tomadores de decisão nas empresas, na academia e nos setores governamentais na localização de informações críticas, identificação de fontes de dados e insights relevantes. Identificando iniciativas complementares, reconhecendo sinergias e colaborações potenciais, o estudo potencializa oportunidades de parceria que facilitam a colaboração para uma transição climática bem sucedida.

Destaques do estudo:

  • Organização do ecossistema financeiro climático: O estudo contribui para a estruturação e clareza do setor, explicando o papel de cada iniciativa e suas interconexões.
  • Transparência ambiental em ascensão: Mais de 1.100 empresas brasileiras participaram do Carbon Disclosure Project (CDP) em 2023, cobrindo 78% do mercado de capitais nacional.
  • Pioneirismo em relatórios climáticos: O Brasil lidera a adoção de padrões globais como TCFD e ISSB na América Latina.
  • Crescimento acelerado em metas climáticas: O número de empresas brasileiras com metas validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi) cresceu 82% em um ano.
  • Finanças sustentáveis em evolução: O Partnership for Carbon Accounting Financials (PCAF) já conta com 13 instituições financeiras no Brasil para mensuração de emissões financiadas.
  • Engajamento do setor financeiro: Bancos brasileiros integram alianças globais como Net-Zero Banking Alliance e Asset Owner Alliance, para estruturar portfólios alinhados à neutralidade de carbono.
  • Tecnologia para rastrear emissões e desmatamento: O MapBiomas é uma referência na transparência de dados ambientais com sua plataforma de dados abertos.
  • Relevância dos dados climáticos para decisões financeiras: A confiabilidade dos dados climáticos é essencial para mitigar riscos e identificar oportunidades estratégicas. O estudo reúne informações cruciais para que o setor financeiro possa atuar com base em evidências sólidas.
  • Soluções baseadas na natureza e bioeconomia: O Brasil tem um potencial ainda pouco explorado nesse setor, podendo liderar globalmente o desenvolvimento da bioeconomia e a valorização da sociobiodiversidade.
  • “Ao consolidar dados dispersos do mercado, o estudo oferece uma base estratégica para o setor financeiro estruturar estratégias de mitigação de riscos e transição para uma economia de baixo carbono. Há um enorme espaço para fortalecer a integração entre os setores público e privado, viabilizando novos investimentos climáticos”, afirma Ana Corrêa, Analista de Sustentabilidade e Governança da CooperaClima.

“O estudo centraliza informações que estavam dispersas e de difícil acesso, oferecendo um documento essencial para o setor. Ele se torna uma referência para consulta contínua, permitindo que gestores tenham acesso a informações estruturadas e relevantes para embasar suas estratégias”, destaca Isa Alves, que atua no engajamento do setor financeiro no Climate Finance Hub.

Lançamento oficial

O evento de lançamento foi realizado na quinta-feira, dia 06 de fevereiro, na sede da Itaúsa, em São Paulo, reunindo especialistas do setor financeiro e climático. Participam do debate Joaquim Levy (CFH Brasil), Marcelo Furtado (Itaúsa), Linda Murasawa (CFH Brasil), Denise Hills, Marília Rocca e Luís Saporta (CFH Brasil).

O estudo está disponível para consulta no site do Climate Finance Hub. Acesse: “Mapping Brazil’s Ecosystem for Climate Finance 2025: Initiatives, Frameworks, and Disclosure in Brazil”.

Salvador passa a contar com Política Municipal de Incentivo à Economia do Mar

A Câmara de Vereadores de Salvador aprovou o Projeto de Lei (PL) 282/2023, que cria a Política Municipal de Incentivo à Economia do Mar, na última sessão ordinária do ano, realizada na terça-feira, 17 de dezembro.

De autoria do vereador André Fraga (PV), a proposta visa orientar parâmetros para atividades de utilização, exploração ou reaproveitamento de recursos aquáticos que gerem emprego e renda, de acordo com a Política Nacional para os Recursos do Mar (PNRM), com o Plano Setorial para os recurso do Mar (PSRM) e com o Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro (ZEEC).

“Não dá para pensar em desenvolvimento sustentável e social sem incluir os trabalhadores e trabalhadoras que vivem da nossa baía [de Todos-os-Santos], dos recursos que ela proporciona. Então, nada mais justo do que ter um projeto que organize todas atividades que já estão estabelecidas por aqui há centenas de anos”, ressalta o parlamentar.

Definição de Economia do Mar

O PL 282/2023 determina como Economia do Mar dezenas de atividades praticadas nos mares, oceanos e águas interiores, a citar: atividades de aquicultura; manutenção de embarcações;  turismo e mergulho profissional, científico ou recreativo; exploração e extração de óleo, minérios, sal marinho e sal-gema e offshores; refinarias e petroquímicas; biotecnologia; infraestrutura; suporte para unidades de conservação; divulgação das Ciências do Mar; defesa; dentre outras.

A partir de agora, os Poderes Legislativo e Executivo elaborarão um plano estratégico de desenvolvimento, de forma a estabelecer operações de geração de emprego e renda. E, ainda segundo o projeto, haverá a disponibilidade de qualificação profissional em níveis técnico e tecnológico correspondentes às atividades citadas, ao mesmo tempo que investimentos em programas socioeconômicos relacionados ao tema também poderão se beneficiar.

Uso consciente dos recursos do mar

“O mar que circunda Salvador sempre ofereceu milhares de oportunidades para quem vive dele, seja cultural ou economicamente. Antes de tudo, é preciso incentivar o uso consciente, levando em conta suas características e seus costumes. E eu fico muito satisfeito que nosso PL tenha sido aprovado, fechando o ano cuidando do mar e de quem depende dele”, disse Fraga.

Instituições ligadas à comunidade científica, assim como os setores de pesquisa e empresas do ramo marítimo, também poderão auxiliar na preparação do plano, que ainda beneficiará projetos e investimentos em atividades relacionadas à Economia do Mar.



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